sábado, 14 de março de 2009

é só uma vez que se ama?

O que me cansa em mim é minha incapacidade de fechar ciclos. Até que desta vez estou dando conta de expulsar pessoas do meu caminho e não tem sido duro. Pelo contrário, acho que pensar que teria que fazer doeu mais que fazer de fato. É preciso dar passos pra frente a partir de agora.
Neste caminho, penso que só há uma coisa que nunca se fechou. Tem nome e sobrenome, embora não sabia condições atuais. Certeza, só de que continua com nome e sobrenome: Sergi Blanch Seba. Ano que vem faz 10 anos já. Mas não consigo deixar na gaveta do arquivo morto. Vira e mexe preciso colocar um cd do Bose na faixa amante bandido e lembrar que isso foi de verdade. Amar um homem? Só desta vez. Talvez o Ramon, mas de maneira totalmente diferente. Pleno, inteiro e sem medo do ridículo, só ele. Fico lembrando do dia em que fomos à Magic (existirá? Não, provavlemente), um bar que nem me lembro nome, só nós e putas e gigolôs. Dancei, dancei pra ele um monte. ele cantava pra mim as músicas mais bregas... lembro que no dia de voltar, ele não chorou (eu nem precisa dizer, né?) mas quando o abracei, tive medo que o coração dele explodisse. Nunca vi aquilo. Nunca vi. E o que é que dói? Nunca voltarei a ver, essa certeza pungente e dolorosa... mas triste mesmo deve ser quem nunca sentiu isso.
Acordei hoje com ele na cabeça. Manhã toda. Sabe lá...

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