Nossa, depois de tanto tempo, cá estou, e de férias.
Tive dias muito difíceis. As férias amenizam um pouco, mas muito oscilante ainda. Felizmente, vou pro latino a semana inteira, depois começo o intensivão de almeão, tô fazendo o trabalho da Rejane, muito cinema, vendo amigos...com isso, dias bons mais que dias ruins.
Vislumbro possibilidades futuras de novo, depois de meses sem. deve ser um indício de melhora, ou uma tentativa de me convencer que não preciso de psiquiatra. Não sei.
Caramelo, filme lindo, universo feminino, lembrar meu gênero, fez um bem enorme.
E é isso.
domingo, 5 de julho de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
doente
Com um monte de coisas: infecção urinária, mil problemas no útero, pra variar, falta de concentração, muito sono... ai, ai, ai. O que dá, tô tratando. Mamãe está me convencendo a ir a um psiquiatra. Resistências, todas. Acabarei me curvando, parece. Não consigo sozinha, preciso compreender isso.
Me sinto sozinha como nunca. De forma crua, assim, eu sei que só minha mãe tá comigo nessa jornada. Continuo no amor completo pelos meus amigos, mas sem a ilusão de que algum estará do meu lado. Não estão. Sozinha. E enlouquecendo.
Me sinto sozinha como nunca. De forma crua, assim, eu sei que só minha mãe tá comigo nessa jornada. Continuo no amor completo pelos meus amigos, mas sem a ilusão de que algum estará do meu lado. Não estão. Sozinha. E enlouquecendo.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
o tempo
é incrível como me deixo atropelar pelo tempo.
Mas as coisas vão andando. As certezas de que alguns valores, no final de tudo, valem a pena, as pedras saindo do caminho... o que anda pegando é a saúde. Sono e fome incontroláveis (e não é gravidez), fiz todos os exames, não deu nada. Nem sei a qual médico ir, mas que não tá normal, não tá. Deve ser falta de me apaixonar. Tenho que cuidar disso.
Comecei a pensar no segundo semestre, em como organizarei vidas e horários...
Ai, tempo, tempo, tempo...
Mas as coisas vão andando. As certezas de que alguns valores, no final de tudo, valem a pena, as pedras saindo do caminho... o que anda pegando é a saúde. Sono e fome incontroláveis (e não é gravidez), fiz todos os exames, não deu nada. Nem sei a qual médico ir, mas que não tá normal, não tá. Deve ser falta de me apaixonar. Tenho que cuidar disso.
Comecei a pensar no segundo semestre, em como organizarei vidas e horários...
Ai, tempo, tempo, tempo...
sexta-feira, 1 de maio de 2009
respirar
Último fim de semana sufocante. Fechar trimestre. Ontem fiz a prova de alemão pra mudar de nível, o seminário da Simone está pronto, legendagem do filme entregue...
...agora é me dedicar ao trabalho da Rejane (esse dá medo, ela é incrível e a turma muito boa). Lembrando que se um dia fizer doutorado, esta é a orientadora que eu queria ter. Não dá pra vacilar. Mas, pelo menos, ago´ra dá, por uns dias, pra me dedicar só a ele...
...agora é me dedicar ao trabalho da Rejane (esse dá medo, ela é incrível e a turma muito boa). Lembrando que se um dia fizer doutorado, esta é a orientadora que eu queria ter. Não dá pra vacilar. Mas, pelo menos, ago´ra dá, por uns dias, pra me dedicar só a ele...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
eixste vida depois de
Acordei no dia do meu aniversário absolutamente temerosa do meu dia. Não ia pra Alphaville depois de 8 anos, tinha abortado amizades da minha vida, estava com todos os medos e mais alguns. Mas sobrevivi, e bem.
Tenho que agradecer muito a um dos meus nonos anos que fez uma festeeeenha linda. Com todas as diferenças de vínculo, com todas as minhas mudanças quanto ao olhar para meu trabalho, o afeto ainda estava lá. Fantástico.
De tarde, amigos, telefone, dançar de noite. Dias seguintes com mais amigos, com palavras lindas. Não, eu não posso me queixar.
Estou escrevendo o seminário da Paula Tavares. Isso me traz algumas certezas, sobretudo quanto a migrar muito ainda antes de me enfiar num doutorado. quanta coisa pra ler ainda pra que um projeto venha!!!!!! Lembro que no mestrado, Aub a Semprun efetivamente dormiam comigo e viviam minha vida comigo.Era - e é- paixão. Não tnho caído de paixão por outros assim. eu adoro o Pepetela, o Luandino, mas tenho a sensação de que tudo já se disse sobre eles. Além disso, manter uma monogamia de 4 ou 5 anos com um deles, não sei não... é esperar mais um pouco. Agora, esperar nos 33...
Tenho que agradecer muito a um dos meus nonos anos que fez uma festeeeenha linda. Com todas as diferenças de vínculo, com todas as minhas mudanças quanto ao olhar para meu trabalho, o afeto ainda estava lá. Fantástico.
De tarde, amigos, telefone, dançar de noite. Dias seguintes com mais amigos, com palavras lindas. Não, eu não posso me queixar.
Estou escrevendo o seminário da Paula Tavares. Isso me traz algumas certezas, sobretudo quanto a migrar muito ainda antes de me enfiar num doutorado. quanta coisa pra ler ainda pra que um projeto venha!!!!!! Lembro que no mestrado, Aub a Semprun efetivamente dormiam comigo e viviam minha vida comigo.Era - e é- paixão. Não tnho caído de paixão por outros assim. eu adoro o Pepetela, o Luandino, mas tenho a sensação de que tudo já se disse sobre eles. Além disso, manter uma monogamia de 4 ou 5 anos com um deles, não sei não... é esperar mais um pouco. Agora, esperar nos 33...
quarta-feira, 15 de abril de 2009
eu te amo e tudo mais
Porque quando eu falo eu te amo, é amo, amo mesmo assim mesmo de verdade mesmo e sim. Nem todo mundo faz isso. Eu te amo é fácil em algumas bocas assim que não sei que me dá medo porque penso se na minha será assumido pelos outros assim. assim. Eu amo e amo um monte.
Vou fazer 33. Sem patrimônio e sem muitas lá muitas muitas razões pra festejar. Mas outras tantas assim pra mudar, pra repensar. Me olhar. E olha que isso doi lá dentro. O que calou, o que sufocou lááááá dentro. Mas tem que fazer, porque em mudança de ano fazemos assim.
Vou fazer 33. Sem patrimônio e sem muitas lá muitas muitas razões pra festejar. Mas outras tantas assim pra mudar, pra repensar. Me olhar. E olha que isso doi lá dentro. O que calou, o que sufocou lááááá dentro. Mas tem que fazer, porque em mudança de ano fazemos assim.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
o que faz diferença
na minha vida, o que faz diferença são mesmo as pessoas que levo junto.
Depois da Ariadne esperando filhotes, de rever Magali, Paula e Carol, a certeza de que, na vida, há encontros efetivamente especiais e maravilhosos. No mais, é ponto e vírgula e seus entretantos.
Tenho estado meio doentinha, cansada de forma permanente. Tenho um montão de exames pra fazer, esperando que encontrem o que é, porque se for emocional ou vampiracional (mundo lotadão de pessoas vampiras) fica mais difícil curar...
Depois da Ariadne esperando filhotes, de rever Magali, Paula e Carol, a certeza de que, na vida, há encontros efetivamente especiais e maravilhosos. No mais, é ponto e vírgula e seus entretantos.
Tenho estado meio doentinha, cansada de forma permanente. Tenho um montão de exames pra fazer, esperando que encontrem o que é, porque se for emocional ou vampiracional (mundo lotadão de pessoas vampiras) fica mais difícil curar...
segunda-feira, 30 de março de 2009
de onde vem força?
Sorte que a semana passada temrinou. A pior . A notícia da morte do Pelezinho me desestruturou totalmente. Eu NUNCA vou me esquecer do que não pude fazer por ele e espero não me esquecer do quanto os animais são, mesmo, mesmo, mesmo, melhores que os seres humanos. Ele merecia mais que muita gente e, em grande medida o que passo hoje é fruto de ter confiado nas pessoas. Não erro mais. Espero que ele me perdoe e que de lá de cima me ilumine, me dê forças.
Hoje comecei a semana muito deserneizada. Preciso ver isso. Onde é que andam me tirando as forças. Me limpar. Me isolar energeticamente.
Precisarei de sorte.
LIVRAI-ME DO MAL. amém.
Hoje comecei a semana muito deserneizada. Preciso ver isso. Onde é que andam me tirando as forças. Me limpar. Me isolar energeticamente.
Precisarei de sorte.
LIVRAI-ME DO MAL. amém.
quinta-feira, 19 de março de 2009
quando a Alemanha bateu à porta
Quem me conhece de mais pertinho sabe que sempre gostei da língua alemã. Que sempre quis aprender mas, por algum motivo, nunca dava. Agora deu. Reverti o mal em bem. Fui estudar. e me achei ali, envolvida demais num universo maravilhoso.
Agora é mais do que uma vontade. desafio. Mergulhar neste universo. tão lindos aqueles dizeres fortes, a garganta raspando.
ai, que felicidade! Quem bom estar nesta vida pra aprender, aprender.
Tenho a certeza que daqui uns dois anos é pra lá que eu vou. Resgatar uma história enorme. Ver os turcos. Entender Através da ponte que encantou o alemão que fez o filme.
Esta vida é bonita, apesar...
Agora é mais do que uma vontade. desafio. Mergulhar neste universo. tão lindos aqueles dizeres fortes, a garganta raspando.
ai, que felicidade! Quem bom estar nesta vida pra aprender, aprender.
Tenho a certeza que daqui uns dois anos é pra lá que eu vou. Resgatar uma história enorme. Ver os turcos. Entender Através da ponte que encantou o alemão que fez o filme.
Esta vida é bonita, apesar...
domingo, 15 de março de 2009
Entre os muros da escola
Pretendo não me esquecer deste filme tão cedo.
Quando eu saía do cinema ontem me deu vontade de rirechoraraomesmotempo quando uma mulher disse a quem com ela estava: "estranho esse filme, né?". Não deve ter filho. Se tem, é crescido já ou não se interessa minimamente pelo processo educativo. Provável esta opção.
O filme é foda. É francês. E é do mundo todo. Não posso acreditar que professor de qualquer parte do mundo não se sinta mexido por uma parte que seja daquele universo. Preciso repensar minha prática. Preciso falar mais (como se falando o tanto que falo já não cavasse minha cova). Preciso ter coragem. Porque, por mais incrível que pareça, eu ainda AMO infinitamente isso que faço e que desejo fazer bem. Haja discussão. Haja se rever. Haja ser humilde. Haja .
Quando eu saía do cinema ontem me deu vontade de rirechoraraomesmotempo quando uma mulher disse a quem com ela estava: "estranho esse filme, né?". Não deve ter filho. Se tem, é crescido já ou não se interessa minimamente pelo processo educativo. Provável esta opção.
O filme é foda. É francês. E é do mundo todo. Não posso acreditar que professor de qualquer parte do mundo não se sinta mexido por uma parte que seja daquele universo. Preciso repensar minha prática. Preciso falar mais (como se falando o tanto que falo já não cavasse minha cova). Preciso ter coragem. Porque, por mais incrível que pareça, eu ainda AMO infinitamente isso que faço e que desejo fazer bem. Haja discussão. Haja se rever. Haja ser humilde. Haja .
sábado, 14 de março de 2009
é só uma vez que se ama?
O que me cansa em mim é minha incapacidade de fechar ciclos. Até que desta vez estou dando conta de expulsar pessoas do meu caminho e não tem sido duro. Pelo contrário, acho que pensar que teria que fazer doeu mais que fazer de fato. É preciso dar passos pra frente a partir de agora.
Neste caminho, penso que só há uma coisa que nunca se fechou. Tem nome e sobrenome, embora não sabia condições atuais. Certeza, só de que continua com nome e sobrenome: Sergi Blanch Seba. Ano que vem faz 10 anos já. Mas não consigo deixar na gaveta do arquivo morto. Vira e mexe preciso colocar um cd do Bose na faixa amante bandido e lembrar que isso foi de verdade. Amar um homem? Só desta vez. Talvez o Ramon, mas de maneira totalmente diferente. Pleno, inteiro e sem medo do ridículo, só ele. Fico lembrando do dia em que fomos à Magic (existirá? Não, provavlemente), um bar que nem me lembro nome, só nós e putas e gigolôs. Dancei, dancei pra ele um monte. ele cantava pra mim as músicas mais bregas... lembro que no dia de voltar, ele não chorou (eu nem precisa dizer, né?) mas quando o abracei, tive medo que o coração dele explodisse. Nunca vi aquilo. Nunca vi. E o que é que dói? Nunca voltarei a ver, essa certeza pungente e dolorosa... mas triste mesmo deve ser quem nunca sentiu isso.
Acordei hoje com ele na cabeça. Manhã toda. Sabe lá...
Neste caminho, penso que só há uma coisa que nunca se fechou. Tem nome e sobrenome, embora não sabia condições atuais. Certeza, só de que continua com nome e sobrenome: Sergi Blanch Seba. Ano que vem faz 10 anos já. Mas não consigo deixar na gaveta do arquivo morto. Vira e mexe preciso colocar um cd do Bose na faixa amante bandido e lembrar que isso foi de verdade. Amar um homem? Só desta vez. Talvez o Ramon, mas de maneira totalmente diferente. Pleno, inteiro e sem medo do ridículo, só ele. Fico lembrando do dia em que fomos à Magic (existirá? Não, provavlemente), um bar que nem me lembro nome, só nós e putas e gigolôs. Dancei, dancei pra ele um monte. ele cantava pra mim as músicas mais bregas... lembro que no dia de voltar, ele não chorou (eu nem precisa dizer, né?) mas quando o abracei, tive medo que o coração dele explodisse. Nunca vi aquilo. Nunca vi. E o que é que dói? Nunca voltarei a ver, essa certeza pungente e dolorosa... mas triste mesmo deve ser quem nunca sentiu isso.
Acordei hoje com ele na cabeça. Manhã toda. Sabe lá...
quinta-feira, 12 de março de 2009
história olfativa e nova rotina
ando desejando escrever uma história olfativa da minha vida, é incrível o poder de um perfume , como lembra e traz um momento...
ai, minha nova rotina tá foda. Os 30 e poucos pesam, não tenho mais aquele ritmo. Mas esta pausa pra poder estudar um pouco, aprender, ver novas gentes, contar novas histórias, ouvir, ouvri, fazer novos colegas... enfim, é tudo um novo aprendizado e, no fim, fico feliz, mesmo com tudo de difícil.
ai, minha nova rotina tá foda. Os 30 e poucos pesam, não tenho mais aquele ritmo. Mas esta pausa pra poder estudar um pouco, aprender, ver novas gentes, contar novas histórias, ouvir, ouvri, fazer novos colegas... enfim, é tudo um novo aprendizado e, no fim, fico feliz, mesmo com tudo de difícil.
quinta-feira, 5 de março de 2009
educadores
Sempre fico olhando em retrospectiva e vendo todo mundo com quem trabalhei. Deprime.
Olha, os professores até sabem algo de suas matérias. Mas 99% não vão a teatro, cinema, nada sabem de arte, de história , destas coisas essenciais que devemos mover nos meninos. Não lêem jornal e, quando lêem, se apropriam de qq discursinho pra reproduzir na sala dos professores. Em suma: o nível cultural é sofrível.
Onde é que vamos parar?
Olha, os professores até sabem algo de suas matérias. Mas 99% não vão a teatro, cinema, nada sabem de arte, de história , destas coisas essenciais que devemos mover nos meninos. Não lêem jornal e, quando lêem, se apropriam de qq discursinho pra reproduzir na sala dos professores. Em suma: o nível cultural é sofrível.
Onde é que vamos parar?
terça-feira, 3 de março de 2009
graduação
Tenho ido à USP, estudar como aluna especial, mas como é de tarde, nada daquele clima de graduação. Hoje tive que ficar de noite, pra pegar meu diploma... nossa, ficou claro como eu gosto mesmo é do clima da graduação, todas as suas inquietações... me vi em uma aluna, Flávia, Eliane, Vanessa, Juliana. vi cada uma de nós em alguém, uma delícia, lembranças cheias de saudade. Acho mesmo que doutorado não é pra mim, prefiro trafegar pelo campo da graduação, cheia de desejos e projetos futuros. Que no doutorado, convergem a um só projeto e tudo tão individual...
Deu vontade de passar mais uns anos na universidade..
Deu vontade de passar mais uns anos na universidade..
domingo, 1 de março de 2009
Hoje acordei com uma saudade de mim...
Acontece muito frequentemente. Seja por sentir um cheiro do passado, seja por um scrap da Samantha, uma música, a leitura dos diários que ainda eram de papel, guardo todos. Ok, ganhei maturidade, fato. Mas não deveria ser às custas de abrir mão daquela impetuosidade desafiadora dos meus 20 e poucos. dias de Espanha. Dias de NY. Dias, sobretudo, de pistas de dança e de risadas. Bebedeiras só às vezes.
Deveria colocar dentro de mim um mantra que repetisse infinitas vezes para não esquecer que isto de mim ainda está aqui, subterrâneo. Que deve emergir eventualmente, se for pra me fazer mais feliz, menos madura se for o caso.
Ai, que saudade da Espanha!!!!! Ai, que saudade do Aeroanta!!! Ai, que saudade de mim!!!!
Acontece muito frequentemente. Seja por sentir um cheiro do passado, seja por um scrap da Samantha, uma música, a leitura dos diários que ainda eram de papel, guardo todos. Ok, ganhei maturidade, fato. Mas não deveria ser às custas de abrir mão daquela impetuosidade desafiadora dos meus 20 e poucos. dias de Espanha. Dias de NY. Dias, sobretudo, de pistas de dança e de risadas. Bebedeiras só às vezes.
Deveria colocar dentro de mim um mantra que repetisse infinitas vezes para não esquecer que isto de mim ainda está aqui, subterrâneo. Que deve emergir eventualmente, se for pra me fazer mais feliz, menos madura se for o caso.
Ai, que saudade da Espanha!!!!! Ai, que saudade do Aeroanta!!! Ai, que saudade de mim!!!!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Acabei de comprar o livro da Paulina Chiziane. "Estás toda una africana", o Fernando dizia.
Acho incrível essa minha permeailidade para me sentir. Assim, quando estudava para o mestrado, era a mais judia das judias. O que se explica, pois possivelmente a herança da fuga dos meus avós grita assim aqui. Mas me apaixonava por Max Aub, pela língua espanhola, querendo mais Madrid, porque tb encontrava a história deste país. Lutei na guerra civil. Mergulhei numa espanholidade paralela. Dormi com Max Aub noites e noites. Traindo com Amos Oz, êta, que saudade de Israel...
Depois veio o encanto em ser latina, eu era a latinidade indisfarçável, com nariz, testa e cor da pele negando, espírito, um algo lá dentro querendo ser. Tudo. Cubana, argentina, mexicana, colombiana. Dançando salsa assim, me sentindo uma coisa aurática e latina.
E, por fim, chegaram os africanos. Sou angolana e moçambicana. De Cabo Verde então, nem falar.
E o cinema? Vejo a Turquia na tela e me ponho a chorar. Porque esse lugar me chama. Não sou turca, mas sou turcoapaixonada. Cada dia mais. Esse meu amor que gente ruim interditou, minha viagem planejada pra julho se desfazendo. Não vou chorar.
Meu Senhor, que salada de sangues e desejos sou eu, uma boca por onde falam essas todas. Com paixão grita, grita, grita.
Que bom que existem literaturas, cinemas e alma.
Acho incrível essa minha permeailidade para me sentir. Assim, quando estudava para o mestrado, era a mais judia das judias. O que se explica, pois possivelmente a herança da fuga dos meus avós grita assim aqui. Mas me apaixonava por Max Aub, pela língua espanhola, querendo mais Madrid, porque tb encontrava a história deste país. Lutei na guerra civil. Mergulhei numa espanholidade paralela. Dormi com Max Aub noites e noites. Traindo com Amos Oz, êta, que saudade de Israel...
Depois veio o encanto em ser latina, eu era a latinidade indisfarçável, com nariz, testa e cor da pele negando, espírito, um algo lá dentro querendo ser. Tudo. Cubana, argentina, mexicana, colombiana. Dançando salsa assim, me sentindo uma coisa aurática e latina.
E, por fim, chegaram os africanos. Sou angolana e moçambicana. De Cabo Verde então, nem falar.
E o cinema? Vejo a Turquia na tela e me ponho a chorar. Porque esse lugar me chama. Não sou turca, mas sou turcoapaixonada. Cada dia mais. Esse meu amor que gente ruim interditou, minha viagem planejada pra julho se desfazendo. Não vou chorar.
Meu Senhor, que salada de sangues e desejos sou eu, uma boca por onde falam essas todas. Com paixão grita, grita, grita.
Que bom que existem literaturas, cinemas e alma.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Saio todo dia correndo ao livro de Jó. Lá me disseram na primeira vez em que senti essa coisa esquisita que era onde eu encontraria as justificativas para o fato de que quem é ruim consegue prosperar apesar de. Não acho. Consigo entender. Não consigo aceitar. Pior: insisto em tentar ser boa e nem sei pra que. Não preciso mais que Jó me diga, eu acho.
No mais, para dizer que sou boa, mas não santa:
Meu ciúme é destrutivo. Fato. Imagino assim o teu coração dividido, loteado , partido com muitas pessoas saindo à cada janelinha dele. Eu sei que me cabe um quartinho maior, isso eu sei desde aqueles sorrisos primeiros. Eu sinto ciúme aqui de longe. Ai, ai, ai, me sinto péssima. Será que vou esperar o dia em que essa gente for depejada? Mais fácil sair em nomadismo, mais uma vez. Abrir mão? De novo? AAAAAAAIIIIIII, eu vou enlouqecer.
No mais, para dizer que sou boa, mas não santa:
Meu ciúme é destrutivo. Fato. Imagino assim o teu coração dividido, loteado , partido com muitas pessoas saindo à cada janelinha dele. Eu sei que me cabe um quartinho maior, isso eu sei desde aqueles sorrisos primeiros. Eu sinto ciúme aqui de longe. Ai, ai, ai, me sinto péssima. Será que vou esperar o dia em que essa gente for depejada? Mais fácil sair em nomadismo, mais uma vez. Abrir mão? De novo? AAAAAAAIIIIIII, eu vou enlouqecer.
De que ontem saí de casa pra ver O Leitor.
De que o filme olhou bem mesmo assim em mim, pra mim, me jogou tanta coisa aos pés: anjo benjaminiano. Reminiscências , montes.
Que eu me importava e mesmo muito com o que todos diziam, todas as proibições, interitada todinha eu, assim, amando e rodando pneu. Criança feita, de novo. O filme falou. E mais: das sequelas todas que deixei. Tantas. Depois nunca mais nossas vidas se encontraram, nem em cruzamento (pudera, vc agora dirige, eu não, nunca desde aqueles tempos).
Senti saudade e escrevi. Com medo. Que outro desse filme, não dá não.
De que o filme olhou bem mesmo assim em mim, pra mim, me jogou tanta coisa aos pés: anjo benjaminiano. Reminiscências , montes.
Que eu me importava e mesmo muito com o que todos diziam, todas as proibições, interitada todinha eu, assim, amando e rodando pneu. Criança feita, de novo. O filme falou. E mais: das sequelas todas que deixei. Tantas. Depois nunca mais nossas vidas se encontraram, nem em cruzamento (pudera, vc agora dirige, eu não, nunca desde aqueles tempos).
Senti saudade e escrevi. Com medo. Que outro desse filme, não dá não.
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